quarta-feira, junho 04, 2008

Barragem de Vilarinho das Furnas



A Barragem de Vilarinho das Furnas foi inaugurada em 21 de Maio de 1972 e consigo trouxe novas paisagens.
Hoje têm um carácter romântico, pois trata-se de uma ruína que, simplesmente, parou no tempo e com o tempo.
Mas se recuarmos 36 anos e percebermos que os seus habitantes foram despejados da Aldeia e avisados, unicamente, por edital que a Barragem de Vilarinho seria uma realidade, há que pensar se as estratégias de hoje são melhores.

Face a uma barreira de betão o que fazer?
1) Despejamos os habitantes?
2) Construímos novas aldeias e novas vilas?
3) Emparedamos as localidades?
4) Não haverá outras estratégias, rentáveis (visto que tudo gira à volta do dinheiro, e o dinheiro dita a forma)?

7 Comments:

At 4:04 da tarde, Anonymous Osvaldo Lucas said...

1) Sim.
2) O melhor seria usar algumas de 500 mil ou mais casas livres para realojar...
3) Se se justificar economicamente!
4) Suponho que é para isso que existem os AIA, e mesmo assim...

Felizmente já não estamos há 36 anos atrás e os media e as pessoas sabem fazer ouvir a sua voz (por vezes não lhes encontro razão, mas isso é outro assunto).

Veja-se o caso interessante da aldeia do Pisão (concelho do Crato). Aparentemente não há grande oposição em relação a mandar 120 pessoas para novo local, mas toda a gente resmunga que quer a Barragem e vamos ver se será desta que o projecto vai para a frente.

http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=barragem+pis%C3%A3o+crato+aldeia+submersa&meta=cr%3DcountryPT

 
At 3:46 da tarde, Blogger Mr X said...

Desepejamos e ficamos com as casas, fazemos daquilo turismo rural e cultural e ficamos ricos e felizes.

 
At 10:36 da tarde, Blogger Rita Inácio said...

Osvaldo
Desculpe-me se sou egoísta! Mas ninguém tem o direito de me tirar o meu lar, as minhas memórias, as minhas referências e o mundo com que me identifico. Se me quisessem tirar as Limeiras, acredite que faria de tudo, tudo o que conseguisse e o que nem imaginava que conseguia para manter o que faz parte do meu crescimento Humano!
Contundo, concordo que na maioria das vezes não encontramos razão nas vozes que querem ser ouvidas!

Mr.X
Bora lá! Alinho!
:p

 
At 10:04 da tarde, Anonymous Osvaldo Lucas said...

Off-topic
Rita
Verifique bem as cotas onde há edificações significativas em Constância, Montalvo, Rio de Moinhos e Rossio ao Sul do Tejo. São razoavelmente acima dos 24 metros...

Será que estamos a ver mapas diferentes? GPS com problemas?
www.igeoe.pt

 
At 7:25 da tarde, Blogger Rita Inácio said...

No Mapa do IGEOE as curvas de nível são de cinco em cinco metros,..., e eu tenho levantamentos topográficos de algumas propriedades da região que me dizem o contrário...
A Plataforma ribeirinha de Constância está à cota 19.
Se quiser eu envio-lhe os ficheiros para ver.

 
At 9:21 da tarde, Anonymous Osvaldo Lucas said...

Não! São de 10 em 10m!!

Terei interesse em ver a zona de Constância. É só mandar para osvaldomalucas@hotmail.com.

Em casa tenho dois mapas M888 da zona de Abrantes e Belver mas o primeiro só mostra até à zona da Fatacinha. Para comparar, se tiver de outras zonas também gostaria de ver. (JPEG sff)

Nos entretantos acabei por pesquisra a cheia de 1979 em Cosntãncia (cota 36), considerada cheia do século, e pus-me a imaginar (e ler) o que teria acontecido no Rossio (todo à cota 32)... mas o mais importante é que não consegui descobrir PORQUÊ as águas subiram tanto. Ou melhor, será que já haverá actualmente o mínimo de coordenação entre Alcântara/Pracana/Bode que "impeça" tal de voltar a acontecer. É que temos também grandes afluentes à barragem de Cedillo (que não tem capacidade de encaixe) que não estão, nem me parece que tal venha a acontecer no curto prazo, represados (Ponsul, Sever, Erges, etc)

 
At 3:26 da tarde, Blogger Rita Inácio said...

Tem toda a razão!De 5 em 5m! Confundi com as curvas de nível das cartas da Câmara, que estão a outra escala! Peço desculpa.
De qualquer forma 10 em 10, ainda me ajuda mais,..., ou seja, 1mm de erro corresponde a metros de erro na realidade...

De qualquer forma, vou enviar-lhe a carta militar com a cota 31 desenhada na zona da fatacinha, e envio-lhe o prejuízo se fosse em Constância, assim como fotos da cheia de 1979 e da cheia de 2006. Apenas não o posso fazer esta semana, mas após o fim-de-semana de 18 e 19, enviar-lhe-ei.

 

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