quinta-feira, março 06, 2008

Memória Master XXV

Giedion no seu livro “Espaço, tempo e Arquitectura” entende o tempo como:

“Uma unidade que possuía continuidade e existência independentemente do observador, da existência de outros objectos, e sem a necessário relação com os outros fenómenos; também subjectivamente como uma entidade que não tem uma existência distinta da do observador, e que está presente só na experiência dos sentidos.”

7 Comments:

At 1:58 da tarde, Anonymous sergio said...

Explica o que está na sua cabeça, Rita... o que é o tempo na Arquitetura?

 
At 2:15 da manhã, Blogger Alyne said...

Pois...já lí alguma coisa sobre o tempo, do subjectivo, do relativo, do físicálico, do metafísico,...mas isto é obtuso qb. Tanto mais em relação a arquitectura, porque o tempo define-se pela alteração de estados ou de posições. Será que fala então da relação da pessoa com a arquitectura? Porque essas, sim, movimentam-se.

 
At 1:54 da tarde, Blogger Rita Inácio said...

Sérgio
Tempo na Arquitectura?
Que pergunta! Esta dá pano para mangas!
Embora a Arquitectura não seja eterna, ou melhor, os elementos arquitectónicos, costuma atravessar várias gerações, algumas passam não como elemento físico, mas como memória de um dado momento por um dado observador! As diversas memórias são o tempo do objecto, tal e qual como as nossas memórias são reflexo do nosso tempo de vida! E é esta continuidade na história, através de memória, que nos dá identidade (ou não)..., mas que ajuda uma nação a seguir um caminho!
Ora a Arquitectura é uma das Artes que ajuda a criar mais memórias, ou a condicioná-las, e mesmo nas relações pessoais a Arquitectura está presente, nem que seja apenas como palco de uma memória,..., marca um tempo, propaga-se no tempo, e tem o seu tempo enquanto elemento físico!

Alyne
A patine num edifício histórico é sinal do seu tempo,..., contudo só é porque há um observador que o identifica como tal. E essa é a relação da pessoa com a Arquitectura, o observar e registar o momento, de forma a constituir, simplesmente, uma memória!
O tempo estará sempre relacionado com o movimento,senão as estátuas dos jardins nunca ficariam verdetes...

 
At 6:10 da tarde, Anonymous sergio said...

"o tempo define-se pela alteração de estados ou de posições?" Boa questão, Alyne.
Talvez o tempo se revele na alteração de estados, a pátina, quando se observa o edifício numa perspectiva de longo prazo, histórica. Mas a vivência dos espaços nos coloca o tempo como movimento, à medida em que as coisas nos são oferecidas imediatamente ou às custas de um percurso.
A obra do Carlo Scarpa me parece abordar os dois aspectos.

 
At 11:17 da tarde, Blogger Rita Inácio said...

Alteração de estados?
Movimento?
Estaremos a falar de Viver?

 
At 10:43 da tarde, Anonymous sergio said...

Rita: o que não desemboca nesse oceano?

 
At 9:49 da tarde, Blogger Rita Inácio said...

Alguns dos meus sentimentos que teimo em não deixar em viver!

 

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